Capsulite Adesiva (Ombro Congelado): Causas e Tratamentos

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A capsulite adesiva, popularmente conhecida como ombro congelado, é uma condição dolorosa e limitante que afeta a articulação do ombro. Essa condição causa rigidez progressiva e restrição severa dos movimentos, impactando significativamente a qualidade de vida. Neste artigo completo, você vai entender o que é capsulite adesiva, quais são as causas, os sintomas e as opções de tratamento mais eficazes disponíveis.

O Que É Capsulite Adesiva?

A capsulite adesiva é uma condição caracterizada por inflamação e espessamento da cápsula articular do ombro. Portanto, esse processo resulta em rigidez progressiva e dor intensa na articulação. Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, essa condição afeta aproximadamente 2-5% da população geral, sendo mais comum em mulheres entre 40 e 60 anos.

A cápsula articular é uma estrutura de tecido conjuntivo que envolve a articulação do ombro. Dessa forma, ela funciona como um envelope que mantém o líquido sinovial dentro da articulação. Na capsulite adesiva, essa cápsula torna-se inflamada, espessa e contraída. Consequentemente, o volume da articulação diminui drasticamente, limitando os movimentos.

O termo “ombro congelado” descreve bem a sensação que os pacientes experimentam. Na verdade, o ombro parece travado ou congelado em determinadas posições. Além disso, qualquer tentativa de movimento causa dor significativa. Portanto, atividades simples do dia a dia tornam-se extremamente desafiadoras.

Anatomia da Cápsula Articular

A cápsula articular do ombro é composta por tecido fibroso resistente. Ela conecta a escápula ao úmero, criando um espaço fechado para articulação. Dessa forma, a cápsula permite movimento adequado enquanto mantém estabilidade.

Em condições normais, a cápsula é flexível e permite ampla amplitude de movimento. Entretanto, na capsulite adesiva, fibrose e aderências desenvolvem-se. Consequentemente, a cápsula perde elasticidade e contrai-se. Portanto, os movimentos ficam progressivamente mais restritos.

Fases da Capsulite Adesiva

A capsulite adesiva evolui através de três fases distintas. Portanto, entender essas fases ajuda a compreender a evolução natural da condição.

Fase de Congelamento (2-9 Meses)

A fase inicial é caracterizada por dor progressiva. Assim sendo, a dor frequentemente é pior à noite e interfere significativamente com o sono. Além disso, os movimentos começam a ficar limitados gradualmente.

Nessa fase, a inflamação da cápsula é intensa. Portanto, o paciente desenvolve dor mesmo em repouso. Consequentemente, há tendência natural de imobilizar o ombro para evitar desconforto. Entretanto, essa imobilização pode agravar a rigidez.

Fase Congelada (4-12 Meses)

Na fase congelada, a dor geralmente diminui. Entretanto, a rigidez atinge seu pico máximo. Dessa forma, os movimentos ficam severamente limitados em todas as direções. Consequentemente, atividades diárias simples tornam-se impossíveis.

Durante essa fase, a cápsula está espessa e contraída. Portanto, o volume articular pode reduzir-se em até 50%. Além disso, aderências entre as camadas da cápsula se formam. Consequentemente, a articulação fica verdadeiramente “congelada”.

Fase de Descongelamento (12-42 Meses)

A fase final caracteriza-se por melhora gradual da mobilidade. Assim, a amplitude de movimento retorna lenta e progressivamente. Entretanto, esse processo pode levar muitos meses ou até anos.

Durante o descongelamento, a inflamação diminui. Portanto, a cápsula gradualmente relaxa e as aderências se soltam. Consequentemente, os movimentos tornam-se menos dolorosos e mais amplos. Entretanto, alguns pacientes mantêm limitação residual permanente.

Causas da Capsulite Adesiva

A capsulite adesiva pode ser classificada como primária ou secundária. Portanto, vamos explorar as diferentes causas dessa condição.

Capsulite Adesiva Primária (Idiopática)

A capsulite adesiva primária ocorre sem causa identificável. Assim sendo, ela se desenvolve espontaneamente sem trauma ou lesão prévia. Entretanto, diversos fatores de risco são conhecidos.

Essa forma representa aproximadamente 60% dos casos. Portanto, embora não haja causa específica, processos inflamatórios e autoimunes podem estar envolvidos. Além disso, alterações na circulação local podem contribuir.

Capsulite Adesiva Secundária

A capsulite adesiva secundária desenvolve-se após trauma, cirurgia ou imobilização prolongada. Dessa forma, existe um evento desencadeante identificável. Consequentemente, representa aproximadamente 40% dos casos.

Lesões do manguito rotador podem desencadear capsulite adesiva. Além disso, fraturas ou luxações do ombro são fatores de risco. Portanto, qualquer condição que cause imobilização prolongada pode resultar em ombro congelado.

Fatores de Risco

Diversos fatores aumentam o risco de desenvolver capsulite adesiva. Em primeiro lugar, idade entre 40 e 60 anos é fator importante. Além disso, mulheres são afetadas com maior frequência que homens.

Diabetes Mellitus

Diabetes é o fator de risco mais significativo para capsulite adesiva. Na verdade, diabéticos têm risco 5 vezes maior de desenvolver a condição. Portanto, aproximadamente 10-30% dos diabéticos desenvolvem ombro congelado em algum momento.

A hiperglicemia crônica altera o metabolismo do colágeno. Consequentemente, produtos de glicação avançada acumulam-se nos tecidos. Dessa forma, a cápsula torna-se mais propensa a fibrose e contração.

Doenças da Tireoide

Hipotireoidismo e hipertireoidismo associam-se com capsulite adesiva. Assim sendo, alterações nos hormônios tireoidianos afetam metabolismo dos tecidos conjuntivos. Consequentemente, aumenta-se o risco de desenvolver rigidez capsular.

Doenças Cardiovasculares

Pacientes com história de infarto ou cirurgia cardíaca apresentam maior risco. Portanto, alterações na circulação podem contribuir para desenvolvimento da condição. Além disso, imobilização prolongada após eventos cardíacos é fator contribuinte.

Doença de Parkinson

Pacientes com Parkinson têm incidência aumentada de capsulite adesiva. Assim sendo, alterações neurológicas e redução da mobilidade contribuem. Consequentemente, atenção especial deve ser dada à mobilidade do ombro nesses pacientes.

Imobilização Prolongada

Qualquer condição que cause imobilização do ombro aumenta risco. Por exemplo, uso prolongado de tipoia após trauma. Além disso, repouso no leito por doenças sistêmicas pode desencadear. Portanto, mobilização precoce é importante para prevenção.

Sintomas da Capsulite Adesiva

Os sintomas da capsulite adesiva são característicos e evoluem através das fases. Portanto, vamos explorar os sinais em cada estágio.

Dor no Ombro

A dor é sintoma proeminente, especialmente na fase inicial. Assim sendo, ela é descrita como profunda e constante. Além disso, piora significativamente à noite, interferindo com sono.

A dor noturna é característica marcante da capsulite adesiva. Na verdade, muitos pacientes não conseguem deitar sobre o lado afetado. Consequentemente, a privação de sono agrava sofrimento e impacta qualidade de vida.

Durante movimentos, a dor intensifica-se. Portanto, alcançar objetos, vestir-se ou pentear cabelo causam desconforto significativo. Além disso, movimentos inesperados podem causar dor aguda.

Rigidez Progressiva

A rigidez é o sintoma mais incapacitante da capsulite adesiva. Dessa forma, ela afeta todos os movimentos do ombro: elevação, rotação interna e rotação externa. Consequentemente, limitação funcional é severa.

A rigidez geralmente começa com perda da rotação externa. Portanto, pacientes têm dificuldade para alcançar atrás das costas ou levar mão à boca. Além disso, elevar o braço lateralmente torna-se progressivamente mais difícil.

Na fase congelada, a rigidez é máxima. Assim sendo, o ombro parece completamente travado. Consequentemente, até movimentos passivos realizados por outra pessoa são extremamente limitados.

Limitação Funcional

A capsulite adesiva causa impacto profundo nas atividades diárias. Portanto, tarefas simples tornam-se desafiadoras ou impossíveis. Por exemplo, vestir casaco, fechar sutiã ou alcançar carteira no bolso traseiro.

Atividades profissionais são frequentemente comprometidas. Além disso, dirigir pode ser difícil ou impossível. Consequentemente, muitos pacientes necessitam afastamento do trabalho. Portanto, impacto econômico e psicológico é significativo.

Atrofia Muscular

Em casos crônicos, atrofia muscular pode desenvolver-se. Isso ocorre porque os músculos não são utilizados adequadamente. Consequentemente, perdem massa e força progressivamente.

A atrofia é especialmente visível nos músculos do manguito rotador e deltoide. Portanto, o ombro afetado pode parecer menor comparado ao lado normal. Além disso, fraqueza muscular complica recuperação.

Como É Feito o Diagnóstico da Capsulite Adesiva

O diagnóstico da capsulite adesiva é principalmente clínico. Portanto, história e exame físico são fundamentais. Entretanto, exames complementares ajudam a excluir outras condições.

História Clínica

O médico faz perguntas detalhadas sobre início e evolução dos sintomas. Por exemplo, ele questiona sobre dor noturna, progressão da rigidez e fatores desencadeantes. Além disso, história de diabetes, doenças da tireoide ou trauma é importante.

A evolução característica através das fases sugere fortemente capsulite adesiva. Portanto, dor inicial seguida por rigidez progressiva é padrão típico. Além disso, ausência de trauma significativo diferencia de outras condições.

Exame Físico

O exame físico revela limitação característica da amplitude de movimento. Assim sendo, tanto movimentos ativos quanto passivos estão restritos. Essa limitação em todas as direções é achado chave.

O médico avalia sistematicamente cada movimento. Portanto, ele testa elevação anterior, abdução, rotação interna e rotação externa. Além disso, compara com lado não afetado. Consequentemente, padrão capsular de restrição confirma diagnóstico.

O padrão capsular caracteriza-se por maior limitação da rotação externa. Portanto, esse movimento é geralmente o mais restrito. Além disso, abdução e rotação interna também estão significativamente limitadas.

Exames de Imagem

Exames de imagem não são necessários para diagnóstico. Entretanto, ajudam a excluir outras patologias. Portanto, radiografias, ultrassonografia ou ressonância podem ser solicitados.

Radiografias

Radiografias do ombro geralmente são normais na capsulite adesiva. Entretanto, são úteis para excluir artrose, calcificações ou outras alterações ósseas. Portanto, servem principalmente para diagnóstico diferencial.

Ressonância Magnética

Ressonância magnética pode mostrar espessamento da cápsula articular. Além disso, pode identificar inflamação na região inferior da cápsula. Entretanto, achados podem ser sutis, especialmente em fases iniciais.

A ressonância é especialmente útil quando diagnóstico é incerto. Portanto, ela pode identificar lesões do manguito rotador ou outras patologias. Além disso, ajuda no planejamento terapêutico.

Artrografia

Artrografia demonstra redução significativa do volume articular. Na capsulite adesiva, volume pode reduzir-se de 15-20 ml para 5-10 ml. Portanto, esse exame confirma diagnóstico objetivamente. Entretanto, raramente é necessário na prática clínica.

Tratamento Conservador da Capsulite Adesiva

O tratamento conservador é a primeira linha para capsulite adesiva. Portanto, a maioria dos pacientes melhora com abordagem não cirúrgica. Para exercícios específicos, consulte orientações clínicas.

Controle da Dor

Controlar dor é prioritário, especialmente na fase de congelamento. Assim sendo, diversas estratégias podem ser empregadas.

Medicamentos Anti-inflamatórios

Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) ajudam a reduzir inflamação e dor. Medicamentos como ibuprofeno, naproxeno ou diclofenaco são comumente prescritos. Entretanto, devem ser usados pelo menor tempo possível devido efeitos colaterais.

Analgésicos

Analgésicos como paracetamol ou tramadol podem ser necessários. Eles controlam dor sem efeitos anti-inflamatórios. Portanto, são úteis especialmente para dor noturna.

Corticosteroides Orais

Em casos de dor severa, corticosteroides orais podem ser prescritos. Um curso curto de prednisona reduz inflamação rapidamente. Consequentemente, proporciona alívio significativo. Entretanto, uso deve ser limitado devido efeitos colaterais.

Infiltrações

Infiltrações com corticosteroides são tratamento eficaz para capsulite adesiva. O medicamento é injetado diretamente na articulação ou no espaço subacromial. Consequentemente, reduz-se inflamação localmente.

Infiltrações são especialmente úteis na fase de congelamento. Portanto, controlam dor e permitem melhor participação na fisioterapia. Além disso, podem melhorar amplitude de movimento temporariamente.

Estudos mostram que infiltrações proporcionam alívio a curto prazo. Entretanto, efeito geralmente dura semanas a meses. Portanto, múltiplas infiltrações podem ser necessárias. Além disso, devem ser combinadas com fisioterapia para melhores resultados.

Fisioterapia para Capsulite Adesiva

Fisioterapia é componente essencial do tratamento conservador. Portanto, programa bem estruturado é fundamental para recuperação. O objetivo é restaurar amplitude de movimento e função.

Fase de Congelamento

Na fase inicial, fisioterapia foca em controle de dor e manutenção de movimento. Portanto, exercícios suaves dentro de limites toleráveis são importantes. Entretanto, exercícios muito agressivos podem piorar inflamação.

Modalidades como calor, ultrassom e TENS podem ajudar no controle da dor. Além disso, técnicas de terapia manual suave relaxam musculatura. Consequentemente, desconforto é minimizado.

Fase Congelada

Durante fase congelada, foco muda para restauração da mobilidade. Portanto, alongamentos progressivos são enfatizados. Exercícios pendulares, alongamentos com bastão e polias são úteis.

É importante progredir gradualmente. Assim sendo, forçar movimentos excessivamente pode causar mais inflamação. Consequentemente, progressão deve ser guiada por tolerância do paciente. Portanto, “sem dor, sem ganho” NÃO se aplica à capsulite adesiva.

Fase de Descongelamento

Na fase final, fisioterapia intensifica-se. Alongamentos mais agressivos podem ser tolerados. Além disso, fortalecimento muscular é incorporado progressivamente.

Exercícios de fortalecimento restauram função muscular. Portanto, foco nos músculos do manguito rotador e estabilizadores da escápula é importante. Além disso, exercícios funcionais preparam para retorno às atividades.

Distensão Hidráulica

Distensão hidráulica é procedimento realizado sob fluoroscopia. Grande volume de líquido (solução salina com ou sem corticoide) é injetado na articulação. Dessa forma, a cápsula é distendida forçadamente.

Esse procedimento rompe aderências e expande cápsula contraída. Consequentemente, amplitude de movimento pode melhorar rapidamente. Entretanto, benefício pode ser temporário se não seguido por fisioterapia intensiva.

Estudos mostram resultados variáveis. Alguns pacientes obtêm melhora significativa. Entretanto, outros têm benefício mínimo. Portanto, seleção adequada de pacientes é importante.

Tratamento Cirúrgico da Capsulite Adesiva

Cirurgia é considerada quando tratamento conservador falha após 6-12 meses. Portanto, representa opção para casos refratários. Entretanto, maioria dos pacientes não necessita cirurgia.

Indicações Cirúrgicas

As principais indicações incluem rigidez severa persistente após tratamento conservador adequado. Além disso, limitação funcional significativa que interfere com trabalho ou atividades essenciais justifica cirurgia.

Geralmente, aguarda-se pelo menos 6-12 meses de tratamento conservador. Portanto, cirurgia não é considerada precocemente. Entretanto, em casos selecionados com limitação extrema, pode ser indicada mais cedo.

Manipulação sob Anestesia

Manipulação sob anestesia é procedimento relativamente simples. O paciente é anestesiado e o ombro é movimentado forçadamente. Dessa forma, aderências capsulares são rompidas.

Durante manipulação, o cirurgião move o ombro em todas as direções. Portanto, ele força progressivamente os movimentos até romper aderências. Consequentemente, sons de “estalo” podem ser ouvidos durante procedimento.

Após manipulação, amplitude de movimento geralmente melhora imediatamente. Entretanto, fisioterapia intensiva deve iniciar-se imediatamente. Portanto, mobilização agressiva nas primeiras semanas é crucial para manter ganhos.

Complicações são raras mas possíveis. Fraturas do úmero, lesões do manguito rotador ou luxação podem ocorrer. Portanto, técnica cuidadosa e experiência são importantes.

Liberação Artroscópica

Liberação artroscópica da cápsula é procedimento mais controlado. Através de pequenas incisões, o cirurgião visualiza a cápsula com artroscópio. Dessa forma, pode liberar seletivamente áreas contraídas.

Durante procedimento, a cápsula é cortada em locais específicos. Portanto, ligamento coracoumeral e porções da cápsula inferior são liberados. Consequentemente, volume articular aumenta e movimento melhora.

Liberação artroscópica oferece vantagens sobre manipulação. Em primeiro lugar, é mais controlada e precisa. Além disso, risco de fraturas é menor. Portanto, é opção preferida em muitos centros.

Recuperação após artroscopia requer fisioterapia intensiva. Mobilização passiva inicia-se imediatamente no pós-operatório. Portanto, comprometimento com reabilitação é fundamental para sucesso.

Resultados Cirúrgicos

Tanto manipulação quanto liberação artroscópica têm bons resultados. Estudos mostram melhora significativa da amplitude de movimento em 80-90% dos casos. Além disso, dor reduz-se substancialmente.

Entretanto, alguns pacientes mantêm limitação residual. Portanto, expectativas realistas são importantes. Além disso, fisioterapia pós-operatória rigorosa é crucial. Consequentemente, pacientes não comprometidos com reabilitação têm piores resultados.

Tempo de Recuperação da Capsulite Adesiva

A recuperação da capsulite adesiva é geralmente lenta. Portanto, paciência é fundamental. A evolução natural da condição leva 18-24 meses em média.

Recuperação Natural

Sem tratamento, capsulite adesiva eventualmente melhora. Entretanto, esse processo é muito lento. Portanto, pode levar 2-3 anos para resolução completa. Além disso, 10-15% dos pacientes mantêm limitação residual permanente.

Com Tratamento Conservador

Com tratamento conservador adequado, recuperação acelera-se. Melhora significativa geralmente ocorre em 12-18 meses. Portanto, fisioterapia regular e comprometimento do paciente são fundamentais.

Após Cirurgia

Recuperação após manipulação ou liberação artroscópica é mais rápida. Melhora significativa ocorre em 3-6 meses geralmente. Entretanto, fisioterapia intensiva pós-operatória é crucial.

Prevenção da Capsulite Adesiva

Prevenir capsulite adesiva é desafiador, especialmente na forma primária. Entretanto, algumas estratégias reduzem risco.

Controle do Diabetes

Controle glicêmico rigoroso reduz risco em diabéticos. Portanto, manter hemoglobina glicada abaixo de 7% é importante. Além disso, diabéticos devem estar especialmente atentos à mobilidade do ombro.

Mobilização Precoce

Após trauma ou cirurgia do ombro, mobilização precoce é crucial. Portanto, evitar imobilização prolongada previne rigidez. Além disso, fisioterapia deve iniciar-se precocemente.

Exercícios Regulares

Manter ombros móveis através de exercícios regulares é preventivo. Portanto, alongamentos e movimentos em amplitude completa são benéficos. Além disso, atenção especial deve ser dada se fatores de risco estão presentes.

Prognóstico

O prognóstico da capsulite adesiva é geralmente favorável. Portanto, a maioria dos pacientes recupera-se eventualmente. Entretanto, tempo de recuperação varia significativamente.

Fatores que Influenciam

Diversos fatores afetam prognóstico. Em primeiro lugar, presença de diabetes piora evolução. Além disso, idade avançada associa-se com recuperação mais lenta. Portanto, pacientes diabéticos idosos têm pior prognóstico.

Comprometimento com tratamento é fundamental. Portanto, pacientes que seguem fisioterapia rigorosamente recuperam-se melhor. Além disso, tratamento precoce melhora resultados.

Recorrência

Recorrência no mesmo ombro é rara (menos de 5%). Entretanto, desenvolvimento no ombro contralateral ocorre em 10-20% dos casos. Portanto, atenção deve ser dada ao ombro oposto.

Complicações

Embora geralmente benigna, capsulite adesiva pode causar complicações. Portanto, é importante estar ciente delas.

Rigidez Permanente

Alguns pacientes mantêm limitação residual permanente. Isso ocorre em aproximadamente 10-15% dos casos. Portanto, amplitude de movimento não retorna completamente ao normal.

Síndrome Dolorosa Regional Complexa

Raramente, capsulite adesiva pode evoluir para síndrome dolorosa regional complexa. Essa condição causa dor desproporcional e alterações tróficas. Portanto, reconhecimento precoce e tratamento especializado são necessários.

Complicações Cirúrgicas

Manipulação pode causar fraturas, especialmente em ossos osteoporóticos. Além disso, lesões do manguito rotador ou luxação podem ocorrer. Portanto, técnica cuidadosa é essencial.

Diferença Entre Capsulite Adesiva e Outras Condições

É importante diferenciar capsulite adesiva de outras causas de rigidez do ombro.

Capsulite vs. Artrose

Artrose causa rigidez mas radiografias mostram alterações ósseas. Além disso, artrose geralmente ocorre em idade mais avançada. Portanto, exames de imagem diferenciam essas condições.

Capsulite vs. Ruptura do Manguito Rotador

Ruptura do manguito causa fraqueza significativa. Entretanto, movimentos passivos geralmente são preservados. Portanto, padrão de limitação difere da capsulite adesiva.

Capsulite vs. Tendinite Calcária

Tendinite calcária causa dor aguda e severa. Além disso, radiografias mostram calcificações. Portanto, apresentação clínica e radiográfica diferenciam.

Perguntas Frequentes

Capsulite adesiva cura sozinha?

Sim, capsulite adesiva eventualmente melhora espontaneamente. Entretanto, recuperação natural leva 2-3 anos. Portanto, tratamento acelera significativamente recuperação.

Posso trabalhar com ombro congelado?

Depende do tipo de trabalho. Trabalhos que não exigem uso intenso do braço podem continuar. Entretanto, trabalhos manuais podem necessitar afastamento temporário.

Fisioterapia piora a dor?

Fisioterapia adequada não deve causar dor significativa. Entretanto, desconforto leve é esperado. Portanto, exercícios muito agressivos devem ser evitados especialmente na fase de congelamento.

Quando procurar cirurgião?

Se não houver melhora após 6-12 meses de tratamento conservador adequado. Além disso, limitação funcional severa que interfere com vida diária justifica avaliação cirúrgica.

Capsulite volta no mesmo ombro?

Recorrência no mesmo ombro é rara (menos de 5%). Entretanto, ombro oposto pode ser afetado em 10-20% dos casos.

Conclusão

A capsulite adesiva é condição desafiadora mas geralmente tem bom prognóstico. Com tratamento adequado, maioria dos pacientes recupera-se satisfatoriamente. Portanto, não perca esperança mesmo nos momentos mais difíceis.

Compreender fases da doença ajuda a ter expectativas realistas. Além disso, comprometimento com fisioterapia é fundamental para recuperação. Consequentemente, paciência e perseverança são essenciais.

O Dr. Henry Fukuda é especialista em ombro e cotovelo com vasta experiência no tratamento de capsulite adesiva. Entre em contato para agendar consulta e discutir melhor opção de tratamento para seu caso.

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